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  • Paulo Souza


Quando alguém escolhe andar com Deus e se submeter à sua vontade, precisa estar pronto para sofrer a transição da forma de pensar deste mundo, para a maneira celestial de ver as coisas. No reino de Deus quanto mais você entrega e libera, mais você tem. Quanto mais você se humilha, mais você é exaltado. Se for perseguido e caluniado por defender as verdades sobre o Rei, deve se alegrar e exultar por isso. No momento em que vivemos tais atitudes parecem absurdas, pois como prevê a Palavra, os homens se tornaram amantes de si mesmos e desejam sempre ser o centro das atenções. Tudo sempre deve girar em torno de nós mesmos, já que o nosso orgulho e soberba nos têm dominado. É por isso que Jesus foi claro em dizer: “se alguém deseja vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8:34). Mas quem está disposto a fazer algo assim nos dias de hoje?

A resposta sobre ser possível ou não, encontrar alguém assim nos dias atuais, vamos deixar para avaliação pessoal de cada um. Mas quando estudamos a Palavra do Senhor, encontramos maravilhosos personagens bíblicos, que se moveram de uma maneira muito elevada e sublime, a fim de fazer a vontade do Senhor. Não eram pessoas de outro mundo, ou com características especiais, que as tornassem superiores às demais. A Bíblia fala de gente comum, que sofre dificuldades e traumas difíceis de enfrentar, mas que também experimenta as alegrias que uma história de vida terrena pode proporcionar. O que torna a vida desses personagens muito especial é o fato de eles terem encontrado o motivo e autor das Escrituras: o próprio Senhor.

Depois que alguém tem a alegria de ter um encontro com o Autor da Vida, ela terá que decidir o que fará dali em diante. Ela pode se alegrar e ter seu ânimo elevado por algum tempo, mas acabar deixando essa experiência de lado. Ou pode mergulhar nas águas profundas do relacionamento com o Deus Eterno, conhecendo e prosseguindo em conhecer o coração do Pai, a ponto de abandonar seus sonhos pessoais e desejar apenas que a vontade do Senhor que está feita no céu, se manifeste na terra também. São estes os personagens que se destacam na Palavra. É essa a atitude que cada um de nós precisa ter também e que o Senhor espera de nós, a fim de fazer o registro de nossa história nos escritos celestiais.




Um desses personagens tão impressionantes é o profeta Daniel. Como alguém que foi tirado de entre os seus ainda tão jovem, ficando longe do aconchego de sua família, de seus mestres e tutores, de sua cultura, de sua religião, de sua história, de sua terra, etc., pôde ter atitudes tão nobres? Ele manteve o respeito para com as pessoas que o cercavam. Ele preservou os ensinos que seus pais lhe entregaram até então. E o mais importante é que ele preservou o temor do Senhor, mesmo quando parecia que o mesmo os tivesse abandonado. É sabido que todo aquele mal estava vindo sobre Judá e Jerusalém por causa dos pecados e rebeliões do povo de Daniel contra o Senhor seu Deus. Mas será que um jovenzinho era capaz de compreender isso com tanta clareza, a ponto de escolher permanecer fiel? Não temos como responder com exatidão essa pergunta, mas uma coisa se evidencia. O Eterno preservou a história de Daniel, a fim de que saibamos que independentemente da situação em que nos encontrarmos, se escolhermos o Deus Vivo e sua vontade, Ele será fiel e leal para honrar a nossa escolha.

E entre tantas características maravilhosas da vida deste herói da fé, a que dejamos destacar é sua atenção naquilo que Deus havia escolhido fazer. Ele escolheu fazer algo que o Senhor Jesus ensinaria muitos anos à frente. Daniel estava determinado a buscar o Reino de Deus e sua justiça. Não nos atendo aos fatos anteriores que já demonstram isso, como a decisão de não se contaminar, as interpretações dos sonhos de Nabucodonosor, onde ele sempre glorificou ao Deus Altíssimo, sua busca pessoal pela compreensão completa do que Deus lhe mostrava e sua disciplina na oração, vamos direto ao que se registra no capítulo nove, do livro bíblico que recebe o seu nome.

Ali é dito que Daniel entende algo pela leitura que ele prudentemente realiza das profecias escritas por Jeremias. Tais escritos revelam que o número de anos de cativeiro já estava por terminar. Já era hora de seu povo retornar para Jerusalém. A partir disso, pelo menos duas atitudes precisam ser tomadas pelo servo do Senhor. A primeira era abrir caminho para que aquilo que o céu já estava disposto a fazer, pudesse se manifestar na terra. A outra seria habilitar o povo a receber o cumprimento dessa maravilhosa promessa. Daniel resolve os dois problemas, com um método bem conhecido por todos que querem desenvolver um bom relacionamento com o Criador: a oração. Não é a oração de alguém superficial, que só está interessado em resolver alguma questão pessoal. É a oração de quem olha para o Senhor e para a necessidade de uma nação inteira.

Em relação ao que o céu deseja fazer, o profeta cita que ao Senhor pertence a misericórdia e o perdão e lembra que Ele é quem operou no Egito. Se o Deus a quem ele se referia era o Deus de Israel, tinha convicção que a vontade celestial não era manter o povo cativo. Já em relação a ter o povo pronto pra voltar, o profeta toma uma posição sacerdotal, confessando os pecados nacionais e se arrependendo por identificação com os líderes políticos e religiosos, além de todo o povo de Judá e Jerusalém. Alinhando-se à vontade de Deus e colocando a nação legalmente debaixo do perdão do Deus de seus pais, quem poderia impedir o agir sobrenatural da mão divina, a fim de liberar os judeus para voltarem à Jerusalém?

Esse é o tipo de discernimento que acontece em relação ao Jubileu do Brasil. O Ap Paulo de Tarso discerniu pelas Escrituras que um tempo de oportunidade poderia ser desfrutado por todos nós, caso fôssemos capazes de nos apropriar do ensino sobre este assunto, o qual foi entregue originalmente a Israel. Se a cada cinqüenta anos Israel poderia experimentar regras especiais na sociedade, de maneira a trazer um tempo de libertação, restituição e justiça entre os israelitas, numa espécie de ensaio da manifestação do Reino; por que isso não seria aplicável às demais nações? Não podemos nos esquecer que Israel é uma nação sacerdotal e como tal, uma de suas funções é ensinar os outros povos, como se relacionar com o Deus Vivo. Essa é a maneira de habilitar a nação brasileira a se colocar debaixo da palavra dada aos israelitas em Levítico 25.

Desde que ele tem compartilhado esse discernimento com os intercessores e os amigos do Ouviram do Ipiranga, estamos todos envolvidos nesse processo de trazer do céu a vontade do Pai e habilitar o Brasil a receber esse tão grande privilégio. Nos dias de Daniel foi a oração dele e provavelmente, a concordância de todos os joelhos que não se dobraram a Baal, que provocaram o cumprimento do desejo do Senhor na terra como no céu. Em nossos dias, acreditamos que seja a unidade do Corpo de Cristo, que destravará um novo tempo para a igreja brasileira. Cremos que a concordância dos cinco ministérios levando o povo à maturidade, a fim de que todos em unidade de fé estejamos dispostos a nos converter dos nossos maus caminhos e assumir todos os pecados que temos abrigado dentro da Igreja, voltando com intensidade e sinceridade ao nosso Deus, fará o Brasil pronto para receber o Jubileu.

O momento bíblico que usamos como referência, a fim de mostrar como se pode buscar o que o Reino deseja, foi destravado por alguém que se entregou completamente ao propósito de Deus em sua vida. Se satanás sabia que o Messias não poderia nascer na Babilônia, dá pra imaginar o quanto ele deve ter investido para que o povo de Deus não voltasse, mas permanecesse cativo. No entanto, o Senhor usou toda a fidelidade de Daniel para torná-lo em uma poderosa arma de guerra da parte do Senhor, de maneira que as trevas não puderam resisti-lo. Estando numa situação paralela em relação ao Brasil, não podemos querer participar dessa batalha, sem elevar nosso nível de renúncia. Não podemos entrar nessa intercessão, sem um verdadeiro coração sacerdotal. Não podemos lançar palavras ao ar, sem embasá-las num meticuloso estudo das Escrituras. Não podemos nos lançar ao mundo espiritual, sem desenvolver uma cuidadosa disciplina de oração e jejum. Não podemos denunciar o pecado de quem quer que seja sem verificar cuidadosamente em que estado estão as nossas vestes. O Messias já nasceu em Belém da Judeia, mas há planos de usar esse nosso Brasil de uma maneira extraordinária nessa reta final, para a volta do Senhor Jesus Cristo. Não podemos esperar que os esforços das trevas em impedir nosso Jubileu sejam uma coisa sem importância para as autoridades infernais. Quando Jesus ensinou sobre os benefícios de buscar o Reino e sua justiça, falou sobre a garantia de obtenção de coisas básicas. No caso de Daniel, no entanto, foi incluído até mesmo proteção contra leões famintos. Assim sendo, o fim último de escrever estas palavras, é despertar o coração de cada um de nós para que sejamos destes valentes que se dedicam a buscar o Reino de Deus com tudo o que Ele quer operar. Que nossa escolha seja fazer isso como uma total prioridade em nossa vida. Primeiro porque o Senhor é digno. Segundo porque as nações estão desejando o Nosso Amado e o Brasil precisa levá-Lo até elas. Se trabalharmos bem, ele logo estará pronto para isso. Enquanto fazemos esse trabalho, podemos ter certeza que até daquele que ruge como um leão, procurando a quem possa tragar, nós estaremos livres.





Custe o que custar, haja o que houver... Busque primeiro o Reino de Deus e sua Justiça.


  • Paulo Souza


Não há dúvidas de que para nos aproximar de um Deus Santo como o nosso, qualquer pecador como eu ou você, terá que no mínimo, fazer uma auto-análise de sua própria vida e coração, antes de escolher chegar e ficar mais perto do Eterno. Vimos o que aconteceu com Nadabe e Abiú ao se aproximarem do Senhor com fogo estranho (e eles eram sacerdotes). Vimos o que aconteceu com Davi e os que com ele estavam, no episódio da primeira tentativa de transportar a Arca da Aliança para Jerusalém (e ele era o homem segundo o coração de Deus). Vimos o que aconteceu com Ananias e Safira, ao tentarem contar uma “mentirinha” para o Espírito Santo e para Igreja (e eles já estavam sob a Nova Aliança). Estes são alguns exemplos de como podemos “acender a ira do Eterno”, com nossas falhas, erros, pecados, iniquidades e transgressões. Insistir em se achegar, sem atentar para a santidade do Deus Vivo, é negligenciar sua solene advertência: sede santos, porque Eu, o Senhor vosso Deus, sou Santo (cf. I Pe 1:15 e 16). O que fazer então?


Mesmo que pareça um tanto quanto arriscado, desejar estar mais próximo do Senhor e de seus caminhos, na verdade não é. Ele mesmo já nos deu a receita, caso sejamos ousados o suficiente (Hb 10:19-22), para sonhar com tal privilégio. Em Isaías seis, vemos uma pessoa confessamente impura de lábios, chegar diante do Trono, e permanecer viva. Por quê? Simples! O Senhor a purificou. Como? O próprio profeta que estava diante de Deus, olhou para si mesmo e reconheceu sua miserável condição. Teve plena consciência de sua total incapacidade de estar ali, humilhando-se em suas palavras e postura diante do Senhor dos Exércitos.


Essa é a chave. Reconhecer nossa pecaminosidade e abandonar o orgulho de confiar em nós mesmos, como se tivéssemos o direito de estar diante do Eterno por nosso próprio mérito.


Outros bons momentos de demonstração dessa verdade se dão quando Daniel, Esdras e Neemias reconhecem os próprios pecados e de seu povo, nos capítulos dedicados ao arrependimento, cada um em seus respectivos livros (cf. Dn 9, Ed 9 e Ne 9).


Estas questões apresentadas acima já seriam suficientes, para não desejarmos um tempo de Jubileu, sem os devidos consertos pelos quais necessitamos passar. Mas, além disso, gostaria de destacar ainda mais dois motivos.

O primeiro é porque ao estudarmos a instituição do Ano de Jubileu, previsto no livro de Levítico, no capítulo vinte e cinco; notamos algo importante. A trombeta que anuncia o Ano Aceitável do Senhor e que corria toda a terra, deveria iniciar essa movimentação, partindo de um Dia de Expiação. Temos conhecimento pelo estudo das Festas do Senhor, que este dia nada mais é, do que o Dia Nacional de Arrependimento para Israel. A conclusão evidente que se percebe, é que um Ano de Jubileu é gerado nas entranhas de um tempo de arrependimento.


Outro motivo não menos especial pode ser observado, quando da primeira vinda do Senhor Jesus Cristo. Ele foi claro em dizer que tal evento se referia ao cumprimento da profecia de Isaías, em seu capítulo sessenta e um, onde se fala sobre o Ano Aceitável do Senhor (que é o Ano do Jubileu). Ele disse com todas as letras que ali estava o cumprimento dessa profecia (Lc 4:17-21). Tudo evidencia que o Ano do Jubileu se refere à manifestação do Rei e do Reino sobre a terra. É o tempo em que o Rei está visitando seus domínios. Isso significa que quando o Senhor instruiu Israel para celebrar o Jubileu, sem que eles soubessem, estavam ensaiando alguns reflexos do que pode ser a presença manifesta do Rei, no meio de seu povo. Como a estadia de Jesus a dois mil anos atrás em Israel é o ensaio mais completo, do que teremos no Reino que breve virá em toda a sua plenitude, é interessante observar todos os seus aspectos. No entanto, o nosso alvo aqui é nos dedicar a um importante detalhe. Como foi precedida essa manifestação? Por uma poderosa voz profética, a qual chamava ao arrependimento.


O Reino que o Rei Eterno traz, é o Reino de Justiça, Verdade, Amor, Paz, Unidade, Alegria, Santidade, Retidão, Luz, Vida e tudo o mais que o Deus Vivo representa. Nossa realidade e mentalidade, enquanto estão envolvidos na escuridão desse mundo caído, normalmente estão muito distantes desses valores do céu, vivendo na melhor das hipóteses, apenas religião vã e vazia. Então quando Jesus viria trazer seu Reino de volta aos homens, em sua primeira fase, tinha que mexer na mente de seus ouvintes primeiro. A unção de Elias foi destacada para isso, se movendo para operar através da vida de João Batista. Sua mensagem era simples: Arrependei-vos, pois está próximo o reino de Deus (Mt 3:2). Ou seja, se as mentes não forem mudadas, a fim de produzir atitudes novas, podem esquecer a manifestação do Reino. E as pessoas ávidas por essa experiência, saíam de todos os cantos, para poderem saber o que fazer e assim se tornarem aptas a uma intervenção do Reino de Deus em suas vidas (Lc 3:10-14).


Pois bem! Que nenhum de nós imagine que experimentaremos o 4º Jubileu do Brasil, sem enfrentarmos nossos devidos processos de arrependimento. É claro que o Jubileu é do Brasil e para o Brasil. E não há dúvidas de que o país do Brasil, seu povo, seu governo, sua cultura, suas artes, sua mídia, seus negócios, sua política, sua história e tudo o mais, estão evolvidos em muitos pecados, os quais exigem arrependimento e conserto. Mas outra vez, precisamos observar duas coisas. A primeira está em II Crônicas, capítulo sete, verso catorze. O Senhor diz que é o povo que se chama pelo Nome Dele, que deve liderar um mover de humilhação, clamor, busca e oração, com o desejo de voltar para Deus. E a outra é encontrada na primeira carta de Pedro, no capítulo quatro e verso dezessete. Ali é dito que o Juízo começa pela Casa de Deus. Precisamos ser os primeiros a nos consertar, a fim de que tendo luz, possamos iluminar o caminho dos que ainda estão de fora, mas seus corações estão a procura de futuro e esperança.


Com essa mentalidade é que propomos um esforço nacional, com o intuito de promover um tempo de real, profundo e verdadeiro arrependimento. O Dia da Expiação nos dias de hoje, envolve uma preparação de mais de quarenta dias em quebrantamento e humilhação. Não sei dizer por quanto tempo João Batista pregou o arrependimento. Mas nós estamos propondo um ano inteiro de arrependimento, em preparação ao Ano do Jubileu. Acreditamos que o Espírito Santo pode mover a Igreja brasileira a olhar para si mesma, para assim se envergonhar de toda a mancha, mácula e ruga, as quais estejam tão confortavelmente carregando. Que possamos nos enojar e envergonhar, buscando um firme lugar de arrependimento. Que isso seja assim desde 07 de setembro de 2021, até 06 de setembro de 2022, o qual será nosso Ano Nacional de Arrependimento. Que desse tempo em diante, não voltemos mais aos lugares sujos, de maneira que a nossa luz seja tão intensa, que possamos ser instrumentos de Deus, a levar a nação brasileira ao nosso Deus. Temos certeza que o Senhor está a caminho do Brasil. A questão é que Brasil o Senhor encontrará? Essa resposta não depende Dele, mas de nós.


Toque na imagem e saiba mais sobre o Ano Nacional de Arrependimento.




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