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  • Paulo Souza

A chave que abre o caminho



Não há dúvidas de que para nos aproximar de um Deus Santo como o nosso, qualquer pecador como eu ou você, terá que no mínimo, fazer uma auto-análise de sua própria vida e coração, antes de escolher chegar e ficar mais perto do Eterno. Vimos o que aconteceu com Nadabe e Abiú ao se aproximarem do Senhor com fogo estranho (e eles eram sacerdotes). Vimos o que aconteceu com Davi e os que com ele estavam, no episódio da primeira tentativa de transportar a Arca da Aliança para Jerusalém (e ele era o homem segundo o coração de Deus). Vimos o que aconteceu com Ananias e Safira, ao tentarem contar uma “mentirinha” para o Espírito Santo e para Igreja (e eles já estavam sob a Nova Aliança). Estes são alguns exemplos de como podemos “acender a ira do Eterno”, com nossas falhas, erros, pecados, iniquidades e transgressões. Insistir em se achegar, sem atentar para a santidade do Deus Vivo, é negligenciar sua solene advertência: sede santos, porque Eu, o Senhor vosso Deus, sou Santo (cf. I Pe 1:15 e 16). O que fazer então?


Mesmo que pareça um tanto quanto arriscado, desejar estar mais próximo do Senhor e de seus caminhos, na verdade não é. Ele mesmo já nos deu a receita, caso sejamos ousados o suficiente (Hb 10:19-22), para sonhar com tal privilégio. Em Isaías seis, vemos uma pessoa confessamente impura de lábios, chegar diante do Trono, e permanecer viva. Por quê? Simples! O Senhor a purificou. Como? O próprio profeta que estava diante de Deus, olhou para si mesmo e reconheceu sua miserável condição. Teve plena consciência de sua total incapacidade de estar ali, humilhando-se em suas palavras e postura diante do Senhor dos Exércitos.


Essa é a chave. Reconhecer nossa pecaminosidade e abandonar o orgulho de confiar em nós mesmos, como se tivéssemos o direito de estar diante do Eterno por nosso próprio mérito.


Outros bons momentos de demonstração dessa verdade se dão quando Daniel, Esdras e Neemias reconhecem os próprios pecados e de seu povo, nos capítulos dedicados ao arrependimento, cada um em seus respectivos livros (cf. Dn 9, Ed 9 e Ne 9).


Estas questões apresentadas acima já seriam suficientes, para não desejarmos um tempo de Jubileu, sem os devidos consertos pelos quais necessitamos passar. Mas, além disso, gostaria de destacar ainda mais dois motivos.

O primeiro é porque ao estudarmos a instituição do Ano de Jubileu, previsto no livro de Levítico, no capítulo vinte e cinco; notamos algo importante. A trombeta que anuncia o Ano Aceitável do Senhor e que corria toda a terra, deveria iniciar essa movimentação, partindo de um Dia de Expiação. Temos conhecimento pelo estudo das Festas do Senhor, que este dia nada mais é, do que o Dia Nacional de Arrependimento para Israel. A conclusão evidente que se percebe, é que um Ano de Jubileu é gerado nas entranhas de um tempo de arrependimento.


Outro motivo não menos especial pode ser observado, quando da primeira vinda do Senhor Jesus Cristo. Ele foi claro em dizer que tal evento se referia ao cumprimento da profecia de Isaías, em seu capítulo sessenta e um, onde se fala sobre o Ano Aceitável do Senhor (que é o Ano do Jubileu). Ele disse com todas as letras que ali estava o cumprimento dessa profecia (Lc 4:17-21). Tudo evidencia que o Ano do Jubileu se refere à manifestação do Rei e do Reino sobre a terra. É o tempo em que o Rei está visitando seus domínios. Isso significa que quando o Senhor instruiu Israel para celebrar o Jubileu, sem que eles soubessem, estavam ensaiando alguns reflexos do que pode ser a presença manifesta do Rei, no meio de seu povo. Como a estadia de Jesus a dois mil anos atrás em Israel é o ensaio mais completo, do que teremos no Reino que breve virá em toda a sua plenitude, é interessante observar todos os seus aspectos. No entanto, o nosso alvo aqui é nos dedicar a um importante detalhe. Como foi precedida essa manifestação? Por uma poderosa voz profética, a qual chamava ao arrependimento.


O Reino que o Rei Eterno traz, é o Reino de Justiça, Verdade, Amor, Paz, Unidade, Alegria, Santidade, Retidão, Luz, Vida e tudo o mais que o Deus Vivo representa. Nossa realidade e mentalidade, enquanto estão envolvidos na escuridão desse mundo caído, normalmente estão muito distantes desses valores do céu, vivendo na melhor das hipóteses, apenas religião vã e vazia. Então quando Jesus viria trazer seu Reino de volta aos homens, em sua primeira fase, tinha que mexer na mente de seus ouvintes primeiro. A unção de Elias foi destacada para isso, se movendo para operar através da vida de João Batista. Sua mensagem era simples: Arrependei-vos, pois está próximo o reino de Deus (Mt 3:2). Ou seja, se as mentes não forem mudadas, a fim de produzir atitudes novas, podem esquecer a manifestação do Reino. E as pessoas ávidas por essa experiência, saíam de todos os cantos, para poderem saber o que fazer e assim se tornarem aptas a uma intervenção do Reino de Deus em suas vidas (Lc 3:10-14).


Pois bem! Que nenhum de nós imagine que experimentaremos o 4º Jubileu do Brasil, sem enfrentarmos nossos devidos processos de arrependimento. É claro que o Jubileu é do Brasil e para o Brasil. E não há dúvidas de que o país do Brasil, seu povo, seu governo, sua cultura, suas artes, sua mídia, seus negócios, sua política, sua história e tudo o mais, estão evolvidos em muitos pecados, os quais exigem arrependimento e conserto. Mas outra vez, precisamos observar duas coisas. A primeira está em II Crônicas, capítulo sete, verso catorze. O Senhor diz que é o povo que se chama pelo Nome Dele, que deve liderar um mover de humilhação, clamor, busca e oração, com o desejo de voltar para Deus. E a outra é encontrada na primeira carta de Pedro, no capítulo quatro e verso dezessete. Ali é dito que o Juízo começa pela Casa de Deus. Precisamos ser os primeiros a nos consertar, a fim de que tendo luz, possamos iluminar o caminho dos que ainda estão de fora, mas seus corações estão a procura de futuro e esperança.


Com essa mentalidade é que propomos um esforço nacional, com o intuito de promover um tempo de real, profundo e verdadeiro arrependimento. O Dia da Expiação nos dias de hoje, envolve uma preparação de mais de quarenta dias em quebrantamento e humilhação. Não sei dizer por quanto tempo João Batista pregou o arrependimento. Mas nós estamos propondo um ano inteiro de arrependimento, em preparação ao Ano do Jubileu. Acreditamos que o Espírito Santo pode mover a Igreja brasileira a olhar para si mesma, para assim se envergonhar de toda a mancha, mácula e ruga, as quais estejam tão confortavelmente carregando. Que possamos nos enojar e envergonhar, buscando um firme lugar de arrependimento. Que isso seja assim desde 07 de setembro de 2021, até 06 de setembro de 2022, o qual será nosso Ano Nacional de Arrependimento. Que desse tempo em diante, não voltemos mais aos lugares sujos, de maneira que a nossa luz seja tão intensa, que possamos ser instrumentos de Deus, a levar a nação brasileira ao nosso Deus. Temos certeza que o Senhor está a caminho do Brasil. A questão é que Brasil o Senhor encontrará? Essa resposta não depende Dele, mas de nós.


Toque na imagem e saiba mais sobre o Ano Nacional de Arrependimento.




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© 2017 por Paulo de Tarso, Igreja Betlehem e Casa Apostólica - criado com Wix.com